quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Era uma vez uma Nuvem Açucarada

Era uma vez, uma nuvem açucarada, que quando amanhecia brincava às escondidas com o dia. Mas daquela vez, o dia não conseguiu apanhar nenhuma nuvem de algodão doce, porque a estrela que acorda o dia enrolou-se no fio de um papagaio de papel e não conseguia soltar-se e dançar com as cores da alvorada como fazia todas as manhãs.
Por isso, a nuvem de açúcar julgava que ainda era de noite e como não conseguia jogar às escondidas com o dia, escondeu-se atrás do vento e não se via. Quando os meninos acordaram para ir brincar, viram o dia com cara de poucos amigos e tentaram alegrá-lo, fizeram-lhe caretas, cantaram e bateram palmas, mas a cara do dia não mudava, estava cinzenta e triste, porque ele queria apanhar uma nuvem açucarada e como não conseguia, ficou de cara amuada.
Então os meninos pediram a um bando de andorinhas para voar, fazendo rodas e cambalhotas no ar, mas a cara do dia não mudava, porque ele queria apanhar uma nuvem açucarada, e como não conseguia ficou de cara amuada.
E as andorinhas pediram às borboletas para dançar, às cigarras para cantar... e nada... a cara do dia não mudava, porque ele queria apanhar uma nuvem açucarada, e como não conseguia, ficou de cara amuada.
Foi então que todos chamaram o sol: Sol, Sol, Sol.....
E o sol apareceu de repente com um ar ensonado e perguntou muito admirado: porquê tanta gritaria?
E os meninos explicaram ao sol que queriam alegrar o dia, e pediram às andorinhas pra voar, às cigarras pra cantar, às flores pra dançar e nada... mas a cara do dia não mudava, porque ele queria apanhar uma nuvem açucarada, e como não conseguia ficou de cara amuada.
Então o sol sorriu e piscou o olho aos meninos e com um dos seus raios puxou o vento e deu-lhe um abraço tão apertado, que o vento sem querer, empurrou as nuvens e as nuvens açucaradas, rebolaram no céu, a rir a rir.
Quando o dia viu as nuvens que pareciam feitas de algodão doce, bateu as palmas cheio de alegria, e agradeceu aos amigos toda a ajuda; depois correu atrás delas para jogarem às escondidas e quando conseguiu apanhar uma, de rosto branquinho, olhou para ela e deu-lhe um beijinho.
E a nuvem açucarada disse para o dia toda sorridente: gosto mais da tua cara, quando estás contente....


Esta história foi escrita pela minha professora de faculdade, Raquel Delgado. Hoje enquanto deitava papelada fora, encontrei-a. E nestes dias que têm sido tão escuros e tristes, sorri :) e percebi, que gosto muuuiiiittttooo mais de mim quando estou contente :)

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