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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Acção de Formação

Colóquio/Debate - Dia 25 de Novembro, às 19H. 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sete Necessidades Irredutiveis da Infância

"Primeiro, toda a criança precisa de um ambiente seguro e protegido que inclua pelo menos uma relação estável, previsível, reconfortante e protectora com uma pessoa adulta, não necessariamente um dos progenitores biológicos, que estabeleça um compromisso pessoal a longo prazo com o bem estar diário da criança, e que tenha os meios, o tempo e as qualidades pessoais para o realizar...

"Segundo, relações consistentes que promovam o desenvolvimento com algumas pessoas que lhe prestam cuidados, incluindo o Educador responsável, desde cedo e durante a infância, são os marcos fundamentais para a competência emocional e intelectual, permitindo que a criança estabeleça um elo de conexão profundo que se desenvolve num sentido de humanismo partilhado e, em última análise de empatia e de compaixão. As relações com os pais e a equipa de educadores do infantário têm de ter esta estabilidade e consistência...

"Terceiro, necessidade de interacções ricas, progressivas... (As crianças) não conseguem desenvolver um sentido na sua própria intencionalidade ou das fronteiras entre o mundo interno e o externo sem trocas íntimas com pessoas que elas conhecem bem e em quem confiam profundamente...

"Quarto, cada criança e família precisa de um ambiente que permita que ambas progridam através dos estádios de desenvolvimento com um estilo próprio, ao seu próprio ritmo...

"Quinto, as crianças necessitam de oportunidades de experimentação, de procura de soluções, de riscos e mesmo de falhanços em tarefas que tentam realizar. A partir da experimentação de diversas abordagens, da procura de novos aliados e da avaliação de todas as opções, emergem a preserverança e a auto-confiança necessárias para ter sucesso em qualquer esforço empreendedor...

"Sexto, as crianças precisam de limites estruturados e claros. Aprendem a construir pontes entre os seus pensamentos e os seus sentimentos quando o seu mundo é previsível e respondente...

"Sétimo, para alcançar estes objectivos, as famílias precisam de vizinhanças e de comunidades estáveis. Os cuidados apropriados, consistentes e profundamente envolventes de que a criança necessita para progredir através dos níveis de desenvolvimento exigem adultos que são maduros, empáticos, e emocionalmente acessíveis...



- Stanley Greenspan (1997, pp. 264-267)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Tinternvale Primary School

Mais um Jardim de Infância, lindo, repleto de boas ideias!!! As salas são um mundo de experiências!


domingo, 19 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

As birras dos Adultos

Artigo Retirado: Revista Pais e Filhos

Os pais também fazem birras
Image Temos direito a perder a paciência com as birras dos filhos e a ter as nossas também, desde que não se tornem constantes e explosivas. Para compreender as cóleras repetidas, há que ir ao passado, investigar os nossos próprios modelos de educação, sem nunca abdicar da disciplina e das emoções.
Que ninguém é perfeito, todos sabemos. Erramos muitas vezes, zangamo-nos com os outros, connosco e com a vida em geral, não faltando razões autênticas, reais, que fazem parte do nosso dia a dia, embora tenham sido construídas ao longo do tempo, muitas vezes sem nos darmos conta. À primeira vista, prendem-se com tensões acumuladas, medos e inseguranças misturados com cansaço, e que podem tornar-se num caldo explosivo se lhe dermos hipótese, ou melhor, se nos confrontarem demasiado, à hora errada, no momento errado. Às vezes, a «mistura» não explode mas faz-se sentir sob a forma de peso insustentável e falta de energia, como se carregássemos o mundo inteiro às costas, o que nos impede de gerir adequadamente e sem dramatismo situações domésticas mais tensas, como acontece nas relações com os nossos filhos.

Muitas vezes, demasiadas vezes, é neles que extravasamos a tensão acumulada, o mau humor que sobe de tom e passa à cólera repetida, à embirração frequente. É dentro da família, em especial quando confrontados com as birras dos mais pequenos, quando se arrastam em choros, lamúrias e exigências despropositadas, que descarregamos esse mal-estar e nos permitimos dar largas ao mau humor, exactamente como eles fazem, aliás. Regra geral, portam-se bem na escola e cumprem as regras do jogo, reservando as grandes birras para os pais, com quem se sentem mais à vontade para mostrar o que sentem.

Mais facilmente nos irritamos com aqueles de quem mais gostamos, por muito que não queiramos fazê-lo, e por melhores que sejam as nossas intenções. Simplesmente, não conseguimos deixar o cansaço e a ansiedade reprimida do lado de fora da porta, e os filhos, sobretudo os mais pequenos, são o alvo perfeito do nosso desalento, crianças indefesas, inocentes e às vezes insuportáveis, a testarem-nos ao limite, especialmente quando sentem que há qualquer coisa que não vai bem.

O direito a ficar zangado
Sim, temos direito às nossas birras de adultos. As crianças percebem mais do que imaginamos, e lidam mal com pais que nunca se zangam, que estão sempre sorridentes e se mostram ultra-compreensivos mesmo no auge do desgaste, disfarçando o mal-estar à custa de um esforço sobre-humano. As crianças pressentem as tormentas por mais que as queiramos esconder, e se as calamos sistematicamente, elas inquietam-se. Primeiro, porque têm medo do que desconhecem, imaginando-se culpadas desse «problema» que assombra a vida dos pais, temendo que ele desabe em cima delas a qualquer momento. Depois, porque lhes causa angústia a «perfeição» paterna e materna, sentindo que nunca poderão competir com esse controlo total e sublime, o que lhes pode afectar seriamente a sua auto-estima. Uma mãe perfeita é aterradora, de tão poderosa que se mostra.

Por último, as crianças confundem o controle excessivo das emoções com frieza e distância, o que as deixa sem espaço para exprimir os seus próprios sentimentos. Posto isto, nunca é demais sublinhar a importância de não esconder estados de espírito e ser tão verdadeiro quanto se pode sobre os nossos sentimentos, dentro dos limites do bom senso e da adequação à idade da criança, claro está. Mas é importante que as crianças aprendam que os pais também têm crises e que às vezes estão tristes ou cansados, que sentem dificuldades e que precisam da sua colaboração em dias particularmente difíceis.
Ponto sensível
Não escolhemos propriamente o momento para nos zangar, mas há alturas em que o «alerta vermelho» tem maior probabilidade de disparar, ou seja, de manhã, mal acordamos já cansados e atrasados para chegar a tempo e horas à escola e ao emprego, ou ao fim do dia, quando regressamos a casa exaustos depois de um dia esgotante. São dois momentos particularmente «quentes», porque tudo o que se prende com alimentar os mais pequenos, dar-lhes banho, vesti-los e calçá-los, enquanto se escuta perguntas complicadas ou se ouve reclamações sem parar, é exercício particularmente penoso para pais à beira de um ataque de nervos. O momento limite em que «a corda estica» é ponto sensível no processo e, como tal, merece a nossa atenção. Mesmo quando é claramente legítimo, o mau humor tem consequências e pode fazer demasiados estragos, especialmente quando se torna repetitivo. Mas, normalmente, tendemos a não nos preocupar e a seguir em frente, apesar dos remorsos sentidos na ocasião.

No entanto, vale a pena pensar sobre o assunto, recomendam os especialistas nestas áreas. A nossa insatisfação, desalento e fúria podem ser legítimas dentro de uns certos limites. Tornam-se graves em relação à forma, intensidade e frequência com que nos sentimos levados ao limite das nossas forças e da nossa paciência. São desadequadas e indicadoras de outros perigos quando trazem atrás de si violência e raiva, subindo de tom a cada momento, a ponto de nos deixarem exaustos e desesperados, e de provocarem sintomas crónicos de irritabilidade, medo e insegurança nas crianças. Quando o confronto é crónico, e a ansiedade cresce de ambos os lados, dizem os psicólogos, é preciso fazer uma análise cuidada da situação e tentar perceber porque reagimos desta ou daquela forma.
A génese da violência
As crianças têm antenas. São barómetros na medição da tensão que pressentem no ambiente em que vivem. Além disso, elas são o espelho perfeito do que somos, do que sentimos, do que desejamos e não conseguimos. À sua maneira, contam-nos a nossa própria história, remetendo-nos para o nosso passado inconsciente. De onde vêm as nossas birras? Claude Halmos, psicanalista francesa, sugere uma introspecção cuidada ao nosso passado e aos modelos de comportamento dos nossos pais em relação a nós próprios, quando éramos crianças. É aqui que se encontra a chave para perceber o segredo das nossa fúrias súbitas e descabidas, da intolerância aos confrontos, da obsessão pela disciplina e pela limpeza, da incapacidade de brincar, ouvir e conversar com os nossos filhos, quer sejam pequenos, mais crescidos ou adolescentes.

A verdade é que eles são muitas vezes o bode expiatório em que projectamos as nossas frustrações, tristezas e raivas acumuladas por expectativas falhadas. Embirramos não raras vezes com um filho em particular, aquele que consideramos o «mais difícil». Focamo-nos nos seus «defeitos» e esquecemos as suas qualidades. Pode ser o mais velho, o do meio ou o mais novo, tudo depende da imagem que nos devolve de nós próprios e que não nos agrada, justamente por ser demasiado parecido com o que fomos na infância, e que assim nos remete sem cessar para o que foi o nosso próprio modelo de educação e a forma com que fomos criados e amados. Tendemos a repetir inconscientemente os padrões que nos moldaram. Se tivemos uma mãe explosiva ou um pai que gritava e ralhava, temos fortes possibilidades de o repetir com os nossos filhos e, nesse sentido, é imperioso tomar consciência do facto, de forma a «calar» a violência dessa voz dentro de nós, de uma vez por todas.

Por outro lado, convém poder identificar o que trazemos «de fora», e que é tóxico para as relações que temos «dentro» da família, como o stresse excessivo, o peso das responsabilidades profissionais, o cansaço de gerir a nossa vida e a dos nossos filhos pequenos em famílias monoparentais, a raiva que sentimos em relação a nós próprios por não conseguirmos estabelecer regras, e sentirmo-nos afundar no desalento.
Limites que estruturam
Dentro do razoável, algumas zangas são inevitáveis e necessárias, para exprimir o que nos vai dentro, porque fingir e esconder não faz bem a ninguém. Quando temos razão, as crianças compreendem, aceitam e integram o que lhes queremos dizer. Na verdade, precisam e agradecem os limites que lhes damos, como fundação essencial da sua auto-estima e bem-estar, do seu equilíbrio psíquico, emocional e afectivo. Sem limites, uma criança arrisca-se a desenvolver insegurança e desresponsabilização sobre os seus actos, o que compromete gravemente o seu futuro. Estudos indicam que o estilo permissivo produz crianças sem vontade, irresponsáveis, sem sentido ou objectivos, muitas vezes com tendência para as adições de todo o género.

Disciplinar nem sempre é fácil. Pais que foram excessivamente disciplinados, fruto de uma educação autoritária, podem ter a tentação de ser permissivos com os filhos e calar todas as zangas, todas as fúrias e frustrações em nome da tranquilidade familiar, tentando dar aos filhos o ambiente que não tiveram. Nada mais falso. Estes pais precisam de conquistar o espaço que lhes é devido, de se irritarem e zangarem com as crianças, de serem livres para exprimir o que lhes vai dentro, incluindo umas palmadas quando é realmente necessário, sem medo nem remorsos.
Finalmente, o segredo consiste em encontrar um ponto de equilíbrio entre a gestão das nossas tensões e a forma como amamos e disciplinamos os nossos filhos. Com intuição e bom senso, um passo para trás, outro para frente e ainda outro para o lado, assim dançamos ao compasso de uma música muito própria, que é a das relações entre pais e filhos.

quinta-feira, 13 de maio de 2010


Não se pode falar em Educação, sem se falar de Amor.


Paulo Freire

sábado, 28 de março de 2009

Caderno do Bébe




Esta é uma ideia que eu gosto muito. Na sala do meu bé cada criança tem um caderninho, devidamente identificado. É um caderno no qual a educadora cola canções para os pais cantarem em casa, lengalengas, e conselhos acerca dos mais variados temas. Acho mesmo bom :)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Linha da Criança

O que é a linha da Criança???
A Linha da Criança destina-se a acolher queixas relativas a crianças e jovens que se encontrem em situações de risco ou perigo. As queixas podem ser transmitidas pelos próprios ou por adultos em seu nome.
A Linha permite, assim, que todas as crianças e jovens possam, de forma simples e directa, exercer o seu direito de queixa, junto do Provedor de Justiça.
A especificidade desta Linha face a outras decorre da legitimidade do Provedor de Justiça, enquanto órgão independente de Estado, para intervir junto das entidades públicas competentes que, por sua vez, têm um dever de cooperação para com o Provedor, o que torna a intervenção da Linha mais eficaz.
Não é linha de emergência, nem de conversação, mas de informação, encaminhamento e intervenção, tendo em vista a Promoção e Protecção dos direitos das Crianças.
Como actua?
A Linha, através de uma actuação informal e expedita, encaminha as situações denunciadas para as entidades competentes actuarem e acompanha a sua intervenção.
Como funciona?
A Linha funciona de uma forma muito simples. Sempre que queira denunciar a situação de uma criança ou jovem em risco ou perigo, ligue para a Linha da Criança (800 20 66 56). A chamada é grátis.
O atendimento personalizado e directo é feito durante os dias úteis, entre as 9h30 e as 17h30, mas poderá sempre deixar a sua mensagem, indicando um contacto.
Caso pretenda enviar uma mensagem, pode fazê-lo para o seguinte endereço electrónico: recados.crianças@provedor-jus.pt
Problemáticas mais frequentemente comunicadas:
- Negligência
- Maus tratos físicos e psíquicos
- Problemas escolares
- Carências familiares
- Abusos sexuais
- Adopção
- Trabalho infantil
- Poder paternal.
Exemplos de casos concretos:
Uma escola comunicou à Linha da Criança a situação de maus tratos de um jovem que era agredido fisicamente. A linha da criança solicitou à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens a tomada de medidas. Nesta sequência foi aplicada uma medida de protecção, tendo o jovem sido integrado numa família de acolhimento, com a qual estabeleceu uma relação afectiva e onde permaneceu até atingir a maioridade.
Uma criança abandonou a escola, por não ter forma de se deslocar, em virtude de sofrer de paralesia cerebral e ser deficiente motora, e os pais não terem meios próprios para a transportar. A linha da criança comunicou o caso à Direcção Regional de Educação que, depois de avaliar a situação, assegurou o transporte da criança.
Liga 800 20 66 56

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Listagens

Estas listagens foram-nos fornecidas nas aulas de Pedagogia TP, e são um instrumento para o educador verificar quais as actividades em que a sua prática tem maior incidência, e desta forma balançar melhor a sua acção.
Lista de Actividades
Valência de Creche
História:
- contada
- lida
- com ilustrações
- com fantoches
- com sombras chinesas
- com flanelógrafo
- dramatizada
- inventada.
Poesia:
- recitada
- cantada
- com batimentos
- com mimica.
Canção:
- cantada
- com gestos
- com dança
- com gravação
- com instrumentos.
Lenga-Lenga:
- ensinada
- com música
- com sitmos
- com mimica.
Conversa:
- espontânea
- com imagens.
Observação / Exploração:
- de espaços
- de acções
- de objectos
- de plantas
- de animais.
Exploração Sensorial:
- tácteis
- auditivos
- gustativos
- olfactivos
- visuais.
Actividades de Vida Prática:
- culinária
- limpeza
- arrumação
- outras.
Jogos:
- de encaixe
- de atenção
- de vocabulário
- de mesa.
Movimento:
- livre
- dança
- mimar cenas da vida diária
- sombras humanas.
Expressão Plástica:
- desenho livre
- pintura
- digitinta
- modelagem (massas)
- barro.
Jardim de Infância - 2ª e 3ª Infância
Festas
Visitas
Passeios
Actividades Gráficas:
- jornalismo
- cópias simbólicas
- fichas.
Projecção:
- de filmes
- de videos
- de slides.
Manualidades:
- costura
- tecelagem
- dobragem
- montagem
- picotagem
- colagem
- recorte
- rasgagem.
Modelagem:
- barro
- massa de cores
- plasticina
- outras.
Digitinta
Pintura:
- com as mãos
- com pincéis
- com esponjas
- com carimbos
- outras.
Desenho:
- lápis de cor
- láspis de cera
- canetas de feltro
- marcadores
- lápis de carvão
- outros.
Gincanas
Movimento:
- livre
- orientado.
Jogos:
- de atenção
- movimentados
- de dominio
- de mesa
- de vocabulário
- outros.
Música:
- ex. rítmicos
- ex. melódicos.
Sessão Espectacular:
- dramatização
- dança
- fantoches
- sombras chinessas
- festas.
Actividades de Vida Prática:
- culinária
- jardinagem
- limpeza
- arrumação
- outras.
Experiências
Exploração Sensorial:
- tácteis
- auditivos
- gustativos
- olfactivos
- visuais.
Observação:
- de plantas
- animais
- objectos
- acções
- espaços.
Conversa:
- espontânea
- com imagens
- com tema
- orientada.
Lenga- Lenga:
- para tirar à sorte
- como exercicio
- com mimica
- com ritmos
- ensinada.
Canção:
- com instrumentos
- com gravação
- com dança
- com gestos
- com batimentos
- cantada.
Poesia:
- recitada
- cantada
- com ilustrações
- com mimica.
História:
- contada
- lida
- com ilustrações
- com fantoches
- com sombras chinessas
- com flanelógrafo
- dramatizada
- inventada.
Espero que seja últil :)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Mestrados na Maria Ulrich

Como é objectivo da minha escola formadora, a Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich, evoluir e acompanhar o desenvolvimento da sociedade, mas também os interesses das suas alunas e educadoras, a escola vai ter, a partir do próximo ano lectivo, dois mestrados disponíveis; são eles A Criança e as Artes, e Dificuldades de Aprendizagem e Desenvolvimento Sócio-Cognitivo. Deixo em baixo as informações necessárias e também o link para o site da Escola onde poderão verificar estas informações.

MESTRADO
A CRIANÇA E AS ARTES
(autorizado o funcionamento por despacho de 30/10/2008 pelo MCTES)
O Ciclo de estudos condicente ao grau de Mestre em A Criança e as Artes, na ESEI Maria Ulrich tem como uma das áreas de formação mais importantes a das Expressões e Comunicação, voltada para a pessoa do Educador/Professor e para a sua acção junto das crianças/jovens com quem vai trabalhar.
A sua dimensão experimental e oficinal, aliada a uma reflexão interdisciplinar amadurecida ao longo do tempo, permitiu a conceptualização desta área como integrada e integradora das diferentes componentes de formação.
Trata-se de aprofundar teórica e experimentalmente processos e potencialidades das artes e expressões, enquanto mediadores de compreensão, interpretação, instauração de novos modos de aquisição de conhecimentos e resolução de problemas em que, a observação da vida, a representação de objectos e relações se estabelecem como jogo aberto de sentidos para a aquisição de novos saberes e resolução inovadora de problemas.
OBJECTIVOS GERAIS DO CICLO DE ESTUDOS

- Identificar e analisar o conjunto de expressões que constitui o domínio das artes e enunciar as relações entre os objectos, os factos e as ideias que, neste âmbito, estão em causa tendo em vista o processo de desenvolvimento das crianças.
- Adquirir conhecimento de teorias e práticas das artes, numa perspectiva antropológica e histórica, elaborando conjuntos significativos de expressões com incidência na formação da personalidade das crianças e sua integração social.
- Aplicar conhecimentos e revelar capacidade de compreensão e resolução de problemas em situações novas e não familiares, em contextos educativos alargados e multidisciplinares, a partir da gestão integrada e integradora de mediadores expressivos e competências criativas; - Formular projectos de intervenção cultural a partir da resolução de problemas, do diagnóstico de situações, da definição de meios adequados à realização de acções projectadas integrando-as em sequências coerentes.
- Desenvolver soluções inovadoras em situações de informação limitada ou incompleta, reflectindo responsabilidade ética e social;
DESTINATÁRIOS

Docentes de todos os níveis de escolaridade, Licenciados em outras áreas de formação interessados em aprofundar a problemática das artes e expressões no desenvolvimento humano e na educação.
PLANO DE ESTUDOS
1º Semestre
Unidades Curriculares

História Social da Infância
Humanidades e Expressões
Artes e Desenvolvimento Humano
Educação Intercultural e Cidadania*
Questões das Necessidades Educativas Especiais*

2º Semestre
Unidades Curriculares

Métodos de Investigação Científica
Pedagogia do Imaginário
Arte e Educação
Natureza e a Arte*
Questões das Necessidades Educativas Especiais*

3º Semestre

Unidades Curriculares

Trabalho de Projecto

* Opção
COORDENADORES CIENTÍFICOS DO CURSO: PROF. DOUTOR JORGE CRESPO E MESTRE PAULO PIRES DO VALE
ÉPOCA DE CANDIDATURA
1ª Fase - 26 de Novembro a 23 de Dezembro de 2008
2ª Fase (condicional) - Janeiro de 2009
Início do Curso - 2 de Março de 2009
Nº mínimo de alunos - 15
Ficha de Candidatura
Contactos:
Cláudia Garcia ou Marta Alexandre
Tel. 21 3929560 Fax. 21 3929569
Rua do Jardim à Estrela, 16 - 1350-184 Lisboa

MESTRADO
DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E
DESENVOLVIMENTO SÓCIO-COGNITIVO
(autorizado o funcionamento pelo MCTES a 30 de Outubro de 2008)

OBJECTIVO GERAL:

Contribuir para o bom desempenho de funções docentes e de orientação (de crianças com necessidades educativas especiais, dificuldades de aprendizagem e dificuldades na aprendizagem, tanto na educação de infância como no ensino básico e secundário), desenvolvendo e especializando conhecimentos fundamentais no domínio da Psicologia da Aprendizagem e desenvolvendo competências práticas de analíse crítica e de intervenção no processo de aprendizagem dos alunos.

DESTINATÁRIOS:

Docentes de todos os níveis de Escolaridade; Licenciados em outras áreas de formação interessados em aprofundar a problemática da aprendizagem e as suas dificuldades.
PLANO DE ESTUDOS
1º Semestre
Unidades Curriculares

Problemáticas Educativas Contemporâneas
Teorias da Aprendizagem e Dificuldades de Aprendizagem
Objectivos e Programas de Desenvolvimento Sócio-Cognitivo na 1ª Infância
Psicologia do Desenvolvimento da 2ª Infância
Objectivos e Programas de Desenvolvimento Perceptivo e Cognitivo na 2ª Infância
Objectivos e Programas de Desenvolvimento Social e Emocional na 2ª Infância

2º Semestre
Unidades Curriculares
Objectivos e Métodos de Avaliação Cognitiva
Objectivos e Métodos de Avaliação da Propensão para a Aprendizagem
Psicologia do Desenvolvimento da 3ª Infância e Adolescência
Objectivos e Programas de Desenvolvimento Perceptivo e Cognitivo na 3ª Infância
Objectivos e Programas de Desenvolvimento de Operações Mentais na 3ª Infância
Objectivos e Programas de Desenvolvimento do Raciocínio Lógico na 3ª Infância e Adolescência
3º Semestre

Unidades Curriculares

Trabalho de Projecto/Estágio de Natureza Profissional
Coordenador Científico do Curso: Prof. Doutor António Montiel
ÉPOCA DE CANDIDATURA
1ª Fase - 26 de Novembro a 23 de Dezembro de 2008
2ª Fase (condicional) - Janeiro de 2009
Início do Curso - 2 de Março de 2009
Nº mínimo de alunos - 15
Ficha de Candidatura
Contactos:
Cláudia Garcia ou Marta Alexandre
Tel. 21 392 95 60 Fax. 21 392 95 69
Rua do Jardim à Estrela, 16 1350-184 Lisboa

domingo, 14 de dezembro de 2008

Brincar

Quando me virem a montar blocos
A construir casas, prédios, cidades
Não digam que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender sobre o equilíbrio e as formas
Um dia, posso vir a ser engenheiro ou arquitecto.

Quando me virem a fantasiar
A fazer comidinha, a cuidar das bonecas
Não pensem que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a cuidar de mim e dos outros
Um dia, posso vir a ser mãe ou pai.

Quando me virem coberto de tinta
Ou a pintar, ou a esculpir e a moldar barro
Não digam que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a expressar-me e a criar
Um dia, posso vir a ser artista ou inventor.

Quando me virem sentado
A ler para uma plateia imaginária
Não riam e achem que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a comunicar e a interpretar
Um dia, posso vir a ser professor ou actor.

Quando me virem à procura de insectos no mato
Ou a encher os meus bolsos com bugigangas
Não achem que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a prestar atenção e a explorar
Um dia, posso vir a ser cientista.

Quando me virem mergulhado num puzzle
Ou nalgum jogo da escola
Não pensem que perco tempo a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a resolver problemas e a concentrar-me
Um dia posso vir a ser empresário.

Quando me virem a cozinhar e a provar comida
Não achem, porque estou a gostar, que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a seguir as instruções e a descobrir as diferenças
Um dia, posso vir a ser Chefe.

Quando me virem a pular, a saltar a correr e a movimentar-me
Não digam que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender como funciona o meu corpo
Um dia posso vir a ser médico, enfermeiro ou atleta.

Quando me perguntarem o que fiz hoje na escola
E eu disser que brinquei
Não me entendam mal
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a trabalhar com prazer e eficiência
Estou a preparar-me para o futuro
Hoje, sou criança e o meu trabalho é brincar.


(Poema de origem desconhecida)
Retirado do Fórum Educação de Infância

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

LOL

Num infantário a educadora está a ajudar um menino a calçar as botas. Ela faz força, faz força, e parece impossível; as botas entram muito apertadas. Ao fim de algum tempo, e a muito custo, uma bota já entrou e a outra já está quase.
Nisto diz o miúdo:- As botas estão trocadas!
A educadora pára, respira fundo, vê que o rapaz tem razão e começa a tirar-lhe as botas novamente. Mais uma dose de esforço e depois ela torna a tentar colocar-lhe as botas, desta vez nos pés certos.
Ao fim de muito tempo e muito esforço, ela lá é bem sucedida e diz:- Bolas... estava a ver que não... custou...
- Sabe é que estas botas não são minhas!
A educadora fecha os olhos, respira fundo e lá começa a descalçar o rapaz novamente. Quando finalmente consegue, diz ao miúdo:-
OK! De quem é que são estas botas, então?
- São do meu irmão! A minha mãe obrigou-me a trazê-las!
A educadora fica em estado de choque, pulsação acelerada, vai respirando fundo, decide não dizer nada e começa novamente a calçar o rapaz. Mais uma série de tempo e finalmente consegue.
No fim diz-lhe:- Pronto, as botas já estão! Onde é que tens as luvas?
- Pus nas botas!
ahahahahah

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Reuniões de Pais

Partilho com vocês, caros e dignos leitores, lol, os meus apontamentos da minha última aula de pedagogia teórico-prática, acerca das reuniões de pais. É um assunto que me assusta ligeiramente e me deixa deveras nervosa :) ; aqui ficam :
Reunião de Pais:
Antes:
- Conhecer o contexto institucional (comunidade).
- Conhecer a filosofia orientadora da instituição.
- Observar para conhecer as crianças.
- Elaborar um projecto pedagógico.
- Ter um conhecimento do grupo de pais - o que será que os vai interessar? Como os poderei cativar? O que eu gostaria de partilhar?
- Convite feito pelas crianças.
- Arranjar a sala com a participação das crianças (um desenho de cada um no placard, as áreas arranjadas convidando a entrar e a mexer, disposição das cadeiras de forma a que todos se vejam.
- Preparar algo para os pais, com a colaboração das próprias crianças, bolo, sumo, uma mensagem, as pastas dos trabalhos.
Durante:
- Receber os pais conforme vão chegando, tendo algum cuidado com os pais que ainda não conhecemos.
- Apresentar a equipa da sala.
- Entregar uma cópia do projecto pedagógico, explicando (nunca lendo) quais são os meus princípios educativos, objectivos, ou seja, aquilo a que eu me proponho para esse ano lectivo e a forma como eu pretendo fazê-lo.
- Utilização de materiais de apoio: power point, retropojector, etc.
- Conforme se vai explicando, é importante fazer a ponte com a realidade vivida, ou seja, exemplificar com situações vividas pelas crianças no dia-a-dia.
- É importante ouvi-los e ir tomando nota das suas dúvidas. Se por acaso o assunto não disser directamente respeito à equipa da sala, porque não chamar o elemento da direcção?
- A reunião deve ser dinâmica para não cair nos casos individuais.
Depois:
- Se as crianças prepararem algo para os pais, porque não deixarem também algo para os filhos?
- Os pais podem ser convidados a mexer, explorar a sala que é dos seus filhos.
- As capas podem estar preparadas para os pais verem os trabalhos.
- Poderá haver uma pequena exposição de um projecto que esteja a decorrer e para o qual já foi pedido a participação dos pais.
- Convidá-los a mexer em digitinta, barro, pintar com canetas, lápis, ou tintas, numa área grande de papel, etc.
- É fundamental que os pais e a equipa da sala, sintam que vale a pena tirarem algum tempo do seu ocupado tempo, para perceberem como os filhos passam grande parte do tempo quando não estão com eles.
Estratégias de Dinamização:
- Inicio da reunião (jogos para quebrar o gelo).
- Convidar um profissional para falar sobre um tema especifico.
- Passar um filme ou power point, como fotos de cada criança, em momentos do dia-a-dia, numa dramatização, sessão de fantoches, etc.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Colares de Flores

Adoreiiii ; foi a minha best amiga claudia, do blog onde é que acaba o arco-iris que fez :) . Só é preciso papel crepe e uma tessoura!!! Ficam tão fofinhas :)


Fantoches

Ai, quem me dera ter nascido habilidosa o suficiente para conseguir fazer destas coisas :) ; como não nasci com o dom, olha, ao menos sei comprá-los ehehe, mas fica a ideia para quem souber fazer destas coisitas de lã.

Ao contrário, as cem existem.

A criança
é feita de cem.
A criança tem
cem mãos
cem pensamentos
cem modos de pensar
de jogar e de falar.
Cem sempre cem
modos de escutar
as maravilhas de amar.
Cem alegrias
para cantar e compreender.
Cem mundos
para descobrir.
Cem mundos
para inventar.
Cem mundos
para sonhar.
A criança tem
cem linguagens
(e depois cem cem cem)
mas roubaram-lhe noventa e nove.
A escola e a cultura
lhe separam a cabeça do corpo.
Dizem-lhe:
de pensar sem as mãos
de fazer sem a cabeça
de escutar e de não falar
de compreender sem alegrias
de amar e maravilhar-se
só na Páscoa e no Natal.
Dizem-lhe:
de descobrir o mundo que já existe
e de cem
roubaram-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
que o jogo e o trabalho
a realidade e a fantasia
a ciência e a imaginação
o céu e a terra
a razão e o sonho
são coisas
que não estão juntas.
Dizem-lhe:
que as cem não existem
A criança diz:
ao contrário, as cem existem.


Loris Malaguzzi.
- As Cem linguagens da Criança- A abordagem de Reggio Emilia na Educação da Primeira Infância.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Educação pela Arte

E a preparação para a realização da minha tese já começou (isto só visto, tese de licenciatura). Como para perceber o tema é a Educação pela Arte. Se alguém conhecer bibliografia interessante sobre o tema, por favor partilhem... :) irei partilhando artigos interessantes e textos sobre o assunto :)
Obrigada

segunda-feira, 21 de julho de 2008

"É bom sujar-se"

Podem crer que é!!! Nada como uns bons brigadeiros para termos a desculpa de andar todos sujos e de lamber os dedinhos! Hum nham nham. Ah, nesta receita o leite condensado não precisa ser cozido. É só misturar chocolate em pó, leite condensado, e misturar palitos triturados, fazer bolinhas, passar no côco e papari! Se puder ir ao fresquinho um bocadinho, melhor ainda! Adoptei o slogan da Skip pa mim - "É bom sujar-se", e os papás deviam entender isto :) por isso a minha sugestão para o próximo fim de semana é: fazer brigadeiros com os vossos filhos, em vez de vegetar em frente à TV, desta forma os papás vão perceber como é bom ter as mãos cheias de chocolate, e que uma nódoa de vez em quando não faz mal :)











segunda-feira, 30 de junho de 2008

Para Reflectir

A adolescência é progresso e não regresso, evolução e não involução; e a própria vida é desenvolvimento e não eterno retorno. A adolescência é desapego da infância e não hiperapego; simplesmente, a separação acompanha-se de revisão da ligação – revisão nostálgica, que aparenta um reforço.

Coimbra de Matos



É precisso diálogo, mas há situações que não são negociáveis: se os pais se informaram e estão preocupados com os riscos de um determinado comportamento, devem começar por explicar bem mas, a certa altura, a palavra de ordem correcta não pode causar medo: naquele momento é necessário proibir. Ao fim de trinta anos de trabalho com adolescentes, verifico que a queixa mais frequente dos jovens não é sobre o eventual autoritarismo dos pais: referem muito mais vezes como teria sido importante que um pai ou um adulto de referência lhes tivesse dito não, em vez de encolher os ombros ou de uma tímida recomendação de cuidado.

Daniel Sampaio


Antes de assumirmos qualquer compromisso é de uma recusa que este nosso mundo precisa. Da recusa de uma visão do mundo tal como nos é apresentado, fazendo-nos crer que não existem outras alternativas. É portanto uma mudança de perspectiva ética e filosófica. Uma recusa que mostre a convicção de nada estar verdadeiramente jogado para o homem. Que o seu futuro continua em aberto, se assim o entendermos. Estamos a entrar numa outra civilização e por isso importa estar muito atento. Porque, meu amigo, deixe-me que lhe diga: este novo século XXI ou será ético e espiritual ou não será.

Eulália Barros

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Avô Cantigas - no seu melhor

O avô cantigas continua a fazer as delicias de todas as crianças... esta é uma boa música de introdução das letras do alfabeto... :)