quinta-feira, 17 de novembro de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Sete Necessidades Irredutiveis da Infância
terça-feira, 21 de junho de 2011
Tinternvale Primary School
domingo, 19 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
As birras dos Adultos
Os pais também fazem birras
Temos direito a perder a paciência com as birras dos filhos e a ter as nossas também, desde que não se tornem constantes e explosivas. Para compreender as cóleras repetidas, há que ir ao passado, investigar os nossos próprios modelos de educação, sem nunca abdicar da disciplina e das emoções.Muitas vezes, demasiadas vezes, é neles que extravasamos a tensão acumulada, o mau humor que sobe de tom e passa à cólera repetida, à embirração frequente. É dentro da família, em especial quando confrontados com as birras dos mais pequenos, quando se arrastam em choros, lamúrias e exigências despropositadas, que descarregamos esse mal-estar e nos permitimos dar largas ao mau humor, exactamente como eles fazem, aliás. Regra geral, portam-se bem na escola e cumprem as regras do jogo, reservando as grandes birras para os pais, com quem se sentem mais à vontade para mostrar o que sentem.
Mais facilmente nos irritamos com aqueles de quem mais gostamos, por muito que não queiramos fazê-lo, e por melhores que sejam as nossas intenções. Simplesmente, não conseguimos deixar o cansaço e a ansiedade reprimida do lado de fora da porta, e os filhos, sobretudo os mais pequenos, são o alvo perfeito do nosso desalento, crianças indefesas, inocentes e às vezes insuportáveis, a testarem-nos ao limite, especialmente quando sentem que há qualquer coisa que não vai bem.
O direito a ficar zangado
Sim, temos direito às nossas birras de adultos. As crianças percebem mais do que imaginamos, e lidam mal com pais que nunca se zangam, que estão sempre sorridentes e se mostram ultra-compreensivos mesmo no auge do desgaste, disfarçando o mal-estar à custa de um esforço sobre-humano. As crianças pressentem as tormentas por mais que as queiramos esconder, e se as calamos sistematicamente, elas inquietam-se. Primeiro, porque têm medo do que desconhecem, imaginando-se culpadas desse «problema» que assombra a vida dos pais, temendo que ele desabe em cima delas a qualquer momento. Depois, porque lhes causa angústia a «perfeição» paterna e materna, sentindo que nunca poderão competir com esse controlo total e sublime, o que lhes pode afectar seriamente a sua auto-estima. Uma mãe perfeita é aterradora, de tão poderosa que se mostra.
Por último, as crianças confundem o controle excessivo das emoções com frieza e distância, o que as deixa sem espaço para exprimir os seus próprios sentimentos. Posto isto, nunca é demais sublinhar a importância de não esconder estados de espírito e ser tão verdadeiro quanto se pode sobre os nossos sentimentos, dentro dos limites do bom senso e da adequação à idade da criança, claro está. Mas é importante que as crianças aprendam que os pais também têm crises e que às vezes estão tristes ou cansados, que sentem dificuldades e que precisam da sua colaboração em dias particularmente difíceis.
Não escolhemos propriamente o momento para nos zangar, mas há alturas em que o «alerta vermelho» tem maior probabilidade de disparar, ou seja, de manhã, mal acordamos já cansados e atrasados para chegar a tempo e horas à escola e ao emprego, ou ao fim do dia, quando regressamos a casa exaustos depois de um dia esgotante. São dois momentos particularmente «quentes», porque tudo o que se prende com alimentar os mais pequenos, dar-lhes banho, vesti-los e calçá-los, enquanto se escuta perguntas complicadas ou se ouve reclamações sem parar, é exercício particularmente penoso para pais à beira de um ataque de nervos. O momento limite em que «a corda estica» é ponto sensível no processo e, como tal, merece a nossa atenção. Mesmo quando é claramente legítimo, o mau humor tem consequências e pode fazer demasiados estragos, especialmente quando se torna repetitivo. Mas, normalmente, tendemos a não nos preocupar e a seguir em frente, apesar dos remorsos sentidos na ocasião.
No entanto, vale a pena pensar sobre o assunto, recomendam os especialistas nestas áreas. A nossa insatisfação, desalento e fúria podem ser legítimas dentro de uns certos limites. Tornam-se graves em relação à forma, intensidade e frequência com que nos sentimos levados ao limite das nossas forças e da nossa paciência. São desadequadas e indicadoras de outros perigos quando trazem atrás de si violência e raiva, subindo de tom a cada momento, a ponto de nos deixarem exaustos e desesperados, e de provocarem sintomas crónicos de irritabilidade, medo e insegurança nas crianças. Quando o confronto é crónico, e a ansiedade cresce de ambos os lados, dizem os psicólogos, é preciso fazer uma análise cuidada da situação e tentar perceber porque reagimos desta ou daquela forma.
As crianças têm antenas. São barómetros na medição da tensão que pressentem no ambiente em que vivem. Além disso, elas são o espelho perfeito do que somos, do que sentimos, do que desejamos e não conseguimos. À sua maneira, contam-nos a nossa própria história, remetendo-nos para o nosso passado inconsciente. De onde vêm as nossas birras? Claude Halmos, psicanalista francesa, sugere uma introspecção cuidada ao nosso passado e aos modelos de comportamento dos nossos pais em relação a nós próprios, quando éramos crianças. É aqui que se encontra a chave para perceber o segredo das nossa fúrias súbitas e descabidas, da intolerância aos confrontos, da obsessão pela disciplina e pela limpeza, da incapacidade de brincar, ouvir e conversar com os nossos filhos, quer sejam pequenos, mais crescidos ou adolescentes.
A verdade é que eles são muitas vezes o bode expiatório em que projectamos as nossas frustrações, tristezas e raivas acumuladas por expectativas falhadas. Embirramos não raras vezes com um filho em particular, aquele que consideramos o «mais difícil». Focamo-nos nos seus «defeitos» e esquecemos as suas qualidades. Pode ser o mais velho, o do meio ou o mais novo, tudo depende da imagem que nos devolve de nós próprios e que não nos agrada, justamente por ser demasiado parecido com o que fomos na infância, e que assim nos remete sem cessar para o que foi o nosso próprio modelo de educação e a forma com que fomos criados e amados. Tendemos a repetir inconscientemente os padrões que nos moldaram. Se tivemos uma mãe explosiva ou um pai que gritava e ralhava, temos fortes possibilidades de o repetir com os nossos filhos e, nesse sentido, é imperioso tomar consciência do facto, de forma a «calar» a violência dessa voz dentro de nós, de uma vez por todas.
Por outro lado, convém poder identificar o que trazemos «de fora», e que é tóxico para as relações que temos «dentro» da família, como o stresse excessivo, o peso das responsabilidades profissionais, o cansaço de gerir a nossa vida e a dos nossos filhos pequenos em famílias monoparentais, a raiva que sentimos em relação a nós próprios por não conseguirmos estabelecer regras, e sentirmo-nos afundar no desalento.
Dentro do razoável, algumas zangas são inevitáveis e necessárias, para exprimir o que nos vai dentro, porque fingir e esconder não faz bem a ninguém. Quando temos razão, as crianças compreendem, aceitam e integram o que lhes queremos dizer. Na verdade, precisam e agradecem os limites que lhes damos, como fundação essencial da sua auto-estima e bem-estar, do seu equilíbrio psíquico, emocional e afectivo. Sem limites, uma criança arrisca-se a desenvolver insegurança e desresponsabilização sobre os seus actos, o que compromete gravemente o seu futuro. Estudos indicam que o estilo permissivo produz crianças sem vontade, irresponsáveis, sem sentido ou objectivos, muitas vezes com tendência para as adições de todo o género.
Disciplinar nem sempre é fácil. Pais que foram excessivamente disciplinados, fruto de uma educação autoritária, podem ter a tentação de ser permissivos com os filhos e calar todas as zangas, todas as fúrias e frustrações em nome da tranquilidade familiar, tentando dar aos filhos o ambiente que não tiveram. Nada mais falso. Estes pais precisam de conquistar o espaço que lhes é devido, de se irritarem e zangarem com as crianças, de serem livres para exprimir o que lhes vai dentro, incluindo umas palmadas quando é realmente necessário, sem medo nem remorsos.
Finalmente, o segredo consiste em encontrar um ponto de equilíbrio entre a gestão das nossas tensões e a forma como amamos e disciplinamos os nossos filhos. Com intuição e bom senso, um passo para trás, outro para frente e ainda outro para o lado, assim dançamos ao compasso de uma música muito própria, que é a das relações entre pais e filhos.
sábado, 28 de março de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Linha da Criança
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Listagens
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Mestrados na Maria Ulrich
MESTRADO
A CRIANÇA E AS ARTES
(autorizado o funcionamento por despacho de 30/10/2008 pelo MCTES)
A sua dimensão experimental e oficinal, aliada a uma reflexão interdisciplinar amadurecida ao longo do tempo, permitiu a conceptualização desta área como integrada e integradora das diferentes componentes de formação.
Trata-se de aprofundar teórica e experimentalmente processos e potencialidades das artes e expressões, enquanto mediadores de compreensão, interpretação, instauração de novos modos de aquisição de conhecimentos e resolução de problemas em que, a observação da vida, a representação de objectos e relações se estabelecem como jogo aberto de sentidos para a aquisição de novos saberes e resolução inovadora de problemas.
- Identificar e analisar o conjunto de expressões que constitui o domínio das artes e enunciar as relações entre os objectos, os factos e as ideias que, neste âmbito, estão em causa tendo em vista o processo de desenvolvimento das crianças.
- Adquirir conhecimento de teorias e práticas das artes, numa perspectiva antropológica e histórica, elaborando conjuntos significativos de expressões com incidência na formação da personalidade das crianças e sua integração social.
- Aplicar conhecimentos e revelar capacidade de compreensão e resolução de problemas em situações novas e não familiares, em contextos educativos alargados e multidisciplinares, a partir da gestão integrada e integradora de mediadores expressivos e competências criativas; - Formular projectos de intervenção cultural a partir da resolução de problemas, do diagnóstico de situações, da definição de meios adequados à realização de acções projectadas integrando-as em sequências coerentes.
- Desenvolver soluções inovadoras em situações de informação limitada ou incompleta, reflectindo responsabilidade ética e social;
Docentes de todos os níveis de escolaridade, Licenciados em outras áreas de formação interessados em aprofundar a problemática das artes e expressões no desenvolvimento humano e na educação.
1º Semestre
História Social da Infância
Humanidades e Expressões
Artes e Desenvolvimento Humano
Educação Intercultural e Cidadania*
Questões das Necessidades Educativas Especiais*
2º Semestre
Unidades Curriculares
Métodos de Investigação Científica
Pedagogia do Imaginário
Arte e Educação
Natureza e a Arte*
Questões das Necessidades Educativas Especiais*
3º Semestre
Unidades Curriculares
Trabalho de Projecto
* Opção
COORDENADORES CIENTÍFICOS DO CURSO: PROF. DOUTOR JORGE CRESPO E MESTRE PAULO PIRES DO VALE
ÉPOCA DE CANDIDATURA
1ª Fase - 26 de Novembro a 23 de Dezembro de 2008
2ª Fase (condicional) - Janeiro de 2009
Início do Curso - 2 de Março de 2009
Nº mínimo de alunos - 15
Ficha de Candidatura
Contactos:
Cláudia Garcia ou Marta Alexandre
Tel. 21 3929560 Fax. 21 3929569
Rua do Jardim à Estrela, 16 - 1350-184 Lisboa
MESTRADO
DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM E
DESENVOLVIMENTO SÓCIO-COGNITIVO
(autorizado o funcionamento pelo MCTES a 30 de Outubro de 2008)
OBJECTIVO GERAL:
Contribuir para o bom desempenho de funções docentes e de orientação (de crianças com necessidades educativas especiais, dificuldades de aprendizagem e dificuldades na aprendizagem, tanto na educação de infância como no ensino básico e secundário), desenvolvendo e especializando conhecimentos fundamentais no domínio da Psicologia da Aprendizagem e desenvolvendo competências práticas de analíse crítica e de intervenção no processo de aprendizagem dos alunos.
DESTINATÁRIOS:
Docentes de todos os níveis de Escolaridade; Licenciados em outras áreas de formação interessados em aprofundar a problemática da aprendizagem e as suas dificuldades.
Problemáticas Educativas Contemporâneas
Teorias da Aprendizagem e Dificuldades de Aprendizagem
Psicologia do Desenvolvimento da 2ª Infância
Objectivos e Programas de Desenvolvimento Perceptivo e Cognitivo na 2ª Infância
Objectivos e Programas de Desenvolvimento Social e Emocional na 2ª Infância
2º Semestre
Unidades Curriculares
Objectivos e Métodos de Avaliação da Propensão para a Aprendizagem
Psicologia do Desenvolvimento da 3ª Infância e Adolescência
Objectivos e Programas de Desenvolvimento Perceptivo e Cognitivo na 3ª Infância
Objectivos e Programas de Desenvolvimento de Operações Mentais na 3ª Infância
Objectivos e Programas de Desenvolvimento do Raciocínio Lógico na 3ª Infância e Adolescência
Unidades Curriculares
Trabalho de Projecto/Estágio de Natureza Profissional
ÉPOCA DE CANDIDATURA
1ª Fase - 26 de Novembro a 23 de Dezembro de 2008
2ª Fase (condicional) - Janeiro de 2009
Início do Curso - 2 de Março de 2009
Nº mínimo de alunos - 15
Ficha de Candidatura
Contactos:
Cláudia Garcia ou Marta Alexandre
Tel. 21 392 95 60 Fax. 21 392 95 69
Rua do Jardim à Estrela, 16 1350-184 Lisboa
domingo, 14 de dezembro de 2008
Brincar
A construir casas, prédios, cidades
Não digam que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender sobre o equilíbrio e as formas
Um dia, posso vir a ser engenheiro ou arquitecto.
Quando me virem a fantasiar
A fazer comidinha, a cuidar das bonecas
Não pensem que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a cuidar de mim e dos outros
Um dia, posso vir a ser mãe ou pai.
Quando me virem coberto de tinta
Ou a pintar, ou a esculpir e a moldar barro
Não digam que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a expressar-me e a criar
Um dia, posso vir a ser artista ou inventor.
Quando me virem sentado
A ler para uma plateia imaginária
Não riam e achem que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a comunicar e a interpretar
Um dia, posso vir a ser professor ou actor.
Quando me virem à procura de insectos no mato
Ou a encher os meus bolsos com bugigangas
Não achem que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a prestar atenção e a explorar
Um dia, posso vir a ser cientista.
Quando me virem mergulhado num puzzle
Ou nalgum jogo da escola
Não pensem que perco tempo a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a resolver problemas e a concentrar-me
Um dia posso vir a ser empresário.
Quando me virem a cozinhar e a provar comida
Não achem, porque estou a gostar, que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a seguir as instruções e a descobrir as diferenças
Um dia, posso vir a ser Chefe.
Quando me virem a pular, a saltar a correr e a movimentar-me
Não digam que estou só a brincar
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender como funciona o meu corpo
Um dia posso vir a ser médico, enfermeiro ou atleta.
Quando me perguntarem o que fiz hoje na escola
E eu disser que brinquei
Não me entendam mal
Porque a brincar, estou a aprender
A aprender a trabalhar com prazer e eficiência
Estou a preparar-me para o futuro
Hoje, sou criança e o meu trabalho é brincar.
(Poema de origem desconhecida)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008
LOL
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Reuniões de Pais
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Colares de Flores

Fantoches
Ao contrário, as cem existem.
é feita de cem.
A criança tem
cem mãos
cem pensamentos
cem modos de pensar
de jogar e de falar.
Cem sempre cem
modos de escutar
as maravilhas de amar.
Cem alegrias
para cantar e compreender.
Cem mundos
para descobrir.
Cem mundos
para inventar.
Cem mundos
para sonhar.
A criança tem
cem linguagens
(e depois cem cem cem)
mas roubaram-lhe noventa e nove.
A escola e a cultura
lhe separam a cabeça do corpo.
Dizem-lhe:
de pensar sem as mãos
de fazer sem a cabeça
de escutar e de não falar
de compreender sem alegrias
de amar e maravilhar-se
só na Páscoa e no Natal.
Dizem-lhe:
de descobrir o mundo que já existe
e de cem
roubaram-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
que o jogo e o trabalho
a realidade e a fantasia
a ciência e a imaginação
o céu e a terra
a razão e o sonho
são coisas
que não estão juntas.
Dizem-lhe:
que as cem não existem
A criança diz:
ao contrário, as cem existem.
- As Cem linguagens da Criança- A abordagem de Reggio Emilia na Educação da Primeira Infância.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Educação pela Arte
segunda-feira, 21 de julho de 2008
"É bom sujar-se"





segunda-feira, 30 de junho de 2008
Para Reflectir
A adolescência é progresso e não regresso, evolução e não involução; e a própria vida é desenvolvimento e não eterno retorno. A adolescência é desapego da infância e não hiperapego; simplesmente, a separação acompanha-se de revisão da ligação – revisão nostálgica, que aparenta um reforço.
Coimbra de Matos
É precisso diálogo, mas há situações que não são negociáveis: se os pais se informaram e estão preocupados com os riscos de um determinado comportamento, devem começar por explicar bem mas, a certa altura, a palavra de ordem correcta não pode causar medo: naquele momento é necessário proibir. Ao fim de trinta anos de trabalho com adolescentes, verifico que a queixa mais frequente dos jovens não é sobre o eventual autoritarismo dos pais: referem muito mais vezes como teria sido importante que um pai ou um adulto de referência lhes tivesse dito não, em vez de encolher os ombros ou de uma tímida recomendação de cuidado.
Daniel Sampaio
Antes de assumirmos qualquer compromisso é de uma recusa que este nosso mundo precisa. Da recusa de uma visão do mundo tal como nos é apresentado, fazendo-nos crer que não existem outras alternativas. É portanto uma mudança de perspectiva ética e filosófica. Uma recusa que mostre a convicção de nada estar verdadeiramente jogado para o homem. Que o seu futuro continua em aberto, se assim o entendermos. Estamos a entrar numa outra civilização e por isso importa estar muito atento. Porque, meu amigo, deixe-me que lhe diga: este novo século XXI ou será ético e espiritual ou não será.
Eulália Barros





